ARTE TUMULAR ERÓTICA

Existe um tipo de arte , que talvez poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular com conotação erótica ou sensual. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios espalhados por várias partes do mundo, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de artistas famosos, que realçam as formas exuberantes da nudez, algumas vezes forte porque é sugerida e não mostrada. Esses trabalhos apresentam figuras que vão do sofrimento à sensualidade, esculpidas em formas vistosas ou discretas, recatadas ou destacando os detalhes do corpo, num acentuado lirismo límpido na inocência sensual que expressa uma certa resistência da vida em face da morte.

Helio Rubiales

O NU NA ARTE TUMULAR
A representação de uma figura nua num túmulo é sempre inquietante, instigante , envolvente e bela. Há uma profunda ligação com a pureza do ser. É a sensualidade que move a Criação em todos os sentidos, evocando o amor, a paixão e principalmente a criação do homem. Sentimos o lúdico prazer de vivenciar a nossa própria existência.

Mulheres nuas são cobertas por finos tecidos, sob os quais se deixam notar curvas de sensualidade aflorada, seios e pernas bem delineados, uma certa pureza perante a morte. Um cenário de escancarado flerte entre a vida e a morte, onde a nudez representa um estado de entrega perante o desconhecido, lugar onde não se admitem mantos e máscaras. E no lugar que faz jus à expressão "do pó vieste e ao pó retornarás", a ausência de roupas é mais do que explicada, onde nos tornamos todos iguais.

Helio Rubiales

MEMENTO, HOMO, QUÍAPULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

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By Ferramentas Blog
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domingo, 1 de maio de 2011

TRISTE SEPARAÇÃO - Arte Tumular Erótica - 40 -Cemitério São Paulo, São Paulo, Brasil



Vista frontal direita

Vista frontal

Vista frontal esquerda

Detalhe da mão do morto

Detalhe da cabeça do morto

ARTE TUMULAR
Complexo escultórico em granito negro polido em três níveis e estatuárias em bronze. O cenáculo principal são três figuras masculinas nuas, onde a figura central sentada, com uma das pernas totalmente flexionada, enquanto a outra apoiada na base como procurando forças e apoio, segura nas costas com grande esforço o morto. A outra figura, num nível mais baixo na base tumular, também ajoelhado e com a cabeça virada, como se quisesse comunicar-se com o companheiro, segura e também com muito esforço tenta erguer as pernas do morto. A figura representando o morto, apresenta-se estirado sobre os dois com os braços soltos para baixo, sendo que a sua mão direita está sobre a perna de quem o sustenta, com a palma da mão virada para cima. O cenáculo escultórico lembra uma pietà. A esquerda, uma figura feminina, completa o conjunto escultórico. Apresenta-se Jogada sobre o degrau inferior, com a cabeça apoiada sobre o braço esquerdo, chora o doloroso momento da triste separação. O braço direito mantém esticado com a mão elevada, como se quisesse tocar a mão do morto
Título da obra: Triste separação
Túmulo: Alfredo Oliani (São Paulo, 1906-São Paulo ,1988), foi um grande escultor brasileiro.
Local: Cemitério São Paulo, São Paulo, Brasil
Fotos: commons.wikipedia.org
Descrição tumular:Helio Rubiales


terça-feira, 27 de janeiro de 2009

ÚLTIMO ADEUS-Arte Tumular Erótica-02- Cemitério São Paulo, São Paulo, Brasil


ARTE TUMULAR
“Último Adeus”. Escultura em tamanho natural, de bronze, encontra-se sobre uma laje tumular de mármore preto, a qual possui a inscrição “ULTIMO ADEUS” esculpida na base. Retrata o delicado beijo de um casal. Datada da segunda metade do século XX, trata-se de uma obra em que por meio dessa expressão de carinho, materialização da intimidade entre os sujeitos da ação, e do tratamento visivelmente apaixonado da figura masculina com relação à feminina, pode-se dizer que a essência da escultura traduz o sentido de eternidade de um momento, o amor. só pessoa. Pode-se dizer que se trata da relação de oposição entre vida e morte, sendo a vida representada pela escultura e a morte, pela laje tumular que a sustenta.
O túmulo foi construído como se fosse um altar, pois para se chegar próximo à
escultura deve-se subir três degraus que a cercam. Tem-se, com isso, que, em relação ao
enunciatário, ao subir os degraus, terá uma aproximação da vida, representada pela
escultura, por sua vivacidade, pelo beijo; além disso, esta figurativização traduz a idéia
de transcendência, ou seja, invoca o sentido de perenidade do sentimento amoroso, na
medida em que este ultrapassa a transitoriedade da vida. Ao distanciar-se, descendo os
degraus, mantendo-se no plano do solo, parece que se desce do céu, do absoluto e
aproxima-se da terra, do efêmero e, portanto, da morte.. É o que o artista quis transmitir.
TÚMULO: Antonio Cantarella
AUTOR: Alfredo Oliani (São Paulo,1906-São Paulo,1988)
LOCAL: Cemitério São Paulo, São Paulo, Brasil. Logo à direita de quem entra pelo portão principal do Cemitério
Texto:Denise Crispim de Souza
Formatação e pesquisa : HRubiales